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Há 45 anos a Academia da Força Aérea era transferida definitivamente do Rio de Janeiro para Pirassununga

Em 1971, no dia 23 de outubro – Dia do Aviador -, a Academia da Força Aérea era transferida, definitivamente, do Campo dos Afonsos, Rio de Janeiro, para Pirassununga, Estado de São Paulo.

O seu primeiro Comandante foi o Brigadeiro do Ar Geraldo Labarthe Lebre.

Considerada uma das três melhores escolas de formação de pilotos militares do mundo e detentora do aeródromo de maior movimento de aeronaves militares da América Latina, a Academia da Força Aérea, há 45 anos, faz parte da história de Pirassununga.

Ao longo de mais de quatro décadas, milhares de militares, vindos de diversas partes do Brasil e países amigos, passaram e passam boa parte de suas vidas em Pirassununga.

Aqui, muitos deles constituíram suas famílias, transferiram-se para outras guarnições da Aeronáutica e, ao ingressarem na reserva, optaram pela Terra Curimbatá, que tão bem os acolheram quando aqui chegaram pela primeira vez.

A importância socioeconômica que a Academia da Força Aérea representa para o município é extraordinária. Mensalmente, destina em torno de R$ 20 milhões de seu orçamento para a folha de pagamento de militares e civis, uma receita bastante significativa.

Ao sediar a Academia da Força Aérea, Pirassununga ganhou notoriedade no cenário nacional e internacional. E, para orgulho de todos nós, somos também conhecidos como o “Ninho das Águias Brasileiras”.

Entre as missões da AFA está a formação de pilotos militares para a Força Aérea Brasileira, como também para Forças Aéreas de países da América Latina, África, Ásia e Europa, mediante acordos internacionais de cooperação.

MEIO ACADÊMICO MILITAR

A Academia da Força Aérea é um estabelecimento de ensino em nível superior da Força Aérea Brasileira, reconhecido pelo Ministério da Educação, integrante do sistema de formação e aperfeiçoamento de pessoal do Comando da Aeronáutica – COMAER.

Subordinada ao Departamento de Ensino da FAB, sua finalidade é a formação de oficiais da ativa para os quadros de aviadores, intendentes e de infantaria da Força Aérea Brasileira (FAB).

Desenvolve em cada cadete os atributos militares, intelectuais e profissionais, padrões éticos, morais, cívicos e sociais, obtendo-se, ao final deste processo, oficiais em condições de se tornarem líderes de uma moderna Força Aérea.

INSTALAÇÕES

A AFA dispõe de uma área construída de 215.246m², sendo 141.800m² de área administrativa e 73.246m² de área residencial. Para seu funcionamento, possui uma Estação de Tratamento de Água com uma rede hidráulica medindo aproximadamente 15km e uma capacidade/dia de 6.000.000 litros, utilizando-se das águas do Rio Moji Guaçu. Possui, no sistema de energia elétrica, 41km de redes aéreas e subterrâneas de tensão, além de uma rede viária de 50 km e uma rede telefônica com cerca de 23 km

ATIVIDADE AÉREA

A aeronave Neiva T-25 (instrução primária) possui dois assentos e um motor a pistão, marca Lycoming, de 300 HP. A aeronave T-27 ou Embraer EMB-312 Tucano (instrução avançada), também de dois lugares, é equipado com um motor turbo-hélice Pratt & Whitney de 750 SHP.

A instrução com a aeronave T-25 é realizada no Setor Leste da AFA, no 2° Esquadrão de Instrução Aérea, que tem a disposição uma Pista de 2.000m de comprimento, com a Taxiway na mesma dimensão.

A instrução com a aeronave T-27 é realizada no SetorH Oeste da AFA, no 1° Esquadrão de Instrução Aérea, que tem a disposição duas Pistas de 2.000m de comprimento, com a Taxiway na mesma dimensão.

A AFA tem uma intensa atividade aérea devido principalmente a instrução dos cadetes e também dos seus oficiais instrutores, chegando a quase 2/5 do que se voa por toda a FAB, sendo considerado o aeródromo com o maior movimento de aeronaves militares da América Latina.

 HISTÓRIA

A história da Academia da Força Aérea está ligada à história da Força Aérea Brasileira. O Ministério da Aeronáutica foi instituído pelo Decreto nº 2.961, de 20 de janeiro de 1941 e, logo após a sua criação, sentiu-se a necessidade de intensificar a formação de pessoal.

A Força Aérea, em eminente expansão devido às necessidades da Guerra, obrigou-se a um programa de aceleração imediata do ritmo de formação de pessoal navegantes e especialistas. Além disso, o novo Ministério acabava de herdar das aviações do Exército e da Marinha, uma duplicidade de centros de formação.

Por razões óbvias, foram extintas a Escola de Aviação Militar e a Escola de Aviação Naval, enquanto era criada, no Campo dos Afonsos, a Escola de Aeronáutica, em março de 1941, que centralizaria toda a formação de oficiais aviadores. Na Ponta do Galeão, destinada à formação do pessoal de manutenção, foi criada a Escola de Especialistas de Aeronáutica, nas instalações da antiga Escola de Aviação Naval.

NOVA ESCOLA DE AERONÁUTICA

Em 1942 foi designada uma comissão de oficiais aviadores com a missão de escolher um novo local, isento das limitações do Campo dos Afonsos, para a construção da nova Escola de Aeronáutica. Entre os lugares cogitados estavam as cidades de Campinas, Pirassununga, Rio Claro e Ribeirão Preto.

A escolha de Pirassununga decorreu das excepcionais características topográficas da área oferecida.

Ainda durante a II Guerra Mundial, iniciava-se a construção dos primeiros hangares da nova Escola de Aeronáutica. Em 1949, o Ministério da Aeronáutica designou um grupo de oficiais para apresentar projeto sobre a nova Escola – a Comissão de Estudos e Construção da Escola de Aeronáutica -, que recebeu a incumbência de submeter à aprovação do Ministro da Aeronáutica a proposta de atualização do projeto da Escola, além de providenciar e fiscalizar sua construção.

Em julho de 1956 foi nomeada nova comissão para elaborar o projeto definitivo da Escola, que deveria atender as duas fases: mudança para Pirassununga do último ano do Curso de Formação de Oficiais Aviadores e, posteriormente, mudança completa da Escola.

DESTACAMENTO PRECURSOR DA ESCOLA DA AERONÁUTICA

Em outubro de 1960 foi inaugurado o Destacamento Precursor de Aeronáutica, durante as festividades da Semana da Asa, com a presença do Ministro da Aeronáutica, Tenente Brigadeiro do Ar Francisco de Assis Corrêa de Mello, do Governador do Estado de São Paulo, Carlos Alberto Carvalho Pinto, e outras autoridades.

AS INSTALAÇÕES

As construções eram poucas e precárias, contando apenas com dois hangares. Os alojamentos, cassinos e instalações de infra-estrutura eram em sua maioria concentradas no antigo prédio da Divisão de Apoio. A pista antiga, no mesmo lugar da atual, era de menores dimensões e gramada.

MUDANÇA DE NOME

O ano de 1968 foi coroado com a chegada das aeronaves a jato T-37C, que marcariam o início de uma nova era. No dia 9 de setembro, foi realizado o primeiro voo de instrução de cadetes naquela aeronave.

Em 10 de julho de 1969, a Escola de Aeronáutica passou a denominar-se Academia da Força Aérea, e, em decorrência, o Destacamento passou a denominar-se Destacamento Precursor da Academia da Força Aérea.

DESTACAMENTO PRECURSOR DA ACADEMIA DA FORÇA AÉREA

Em 10 de julho de 1969, a Escola de Aeronáutica passou a denominar-se Academia da Força Aérea, e, em decorrência, o Destacamento passou a denominar-se Destacamento Precursor da Academia da Força Aérea.

MUDANÇA DEFINITIVA PARA PIRASSUNUNGA

No ano de 1971, a Academia da Força Aérea foi transferida, definitivamente, do Campo dos Afonsos para Pirassununga.

Naquela época, o Corpo de Cadetes da Aeronáutica já havia sido removido da Divisão de Apoio, onde hoje é o alojamento das Praças, para o prédio do 4º Esquadrão de Cadetes, onde ficavam os cadetes do último ano.

 

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2 thoughts on “Há 45 anos a Academia da Força Aérea era transferida definitivamente do Rio de Janeiro para Pirassununga”

  1. Muito boa a história. Valeria escrever sobre o primeiro acidente acontecido na cidade com a queda de um T6 no dia do aviador, e meu aniversário, em 1961. Acidente acontecido na esquina da Ruas General Osório e XV de Novembro.

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